Terça-feira, 17 de Setembro de 2013

O ataque ao direito ao trabalho com dignidade

Será que ainda ninguém percebeu que a constituição de TEIP's, generalizadas ao agrupamento inteiro por causa de uma só escola, é pernicioso?
Será que ainda ninguém percebeu que a autonomia foi um exercício de desresponsabilização do MEC, mantendo o poder mas atribuindo as culpas a terceiros, em última análise, os professores titulares de uma turma?
Será que ainda ninguém percebeu que a Contratação de Escola é mais morosa que as Reservas de Recrutamento pelo elevado número de professores desempregados que concorrem em simultâneo a todas as OE, e que acaba por estar a repetir o processo que já estava finalizado com as listas nacionais?
Será que um professor, se tiver apoio do resto da comunidade escolar, nomeadamente os colegas da escola e dos seus órgãos diretivos através da criação da defesa da escola e dos seus membros perante a opinião pública local, pode e consegue trabalhar em qualquer lado, não havendo a treta do território que necessita de professores especiais?
Será que o nosso país é assim tão "mal comportado" e tão "diferenciado" que motive que a quantidade de Teip's e autonomias se tenha multiplicado como um vírus?
Será devemos aceitar que o MEC faça aos seus profissionais, dos mais qualificados que existem, o que o estado não permite (ainda) as empresas privadas fazer aos seus funcionários, isto é, horários sem dignidade e deslocação dos trabalhadores para centenas de km de casa sem apoios?
Será que o que o estado quer é criar as condições para alterar o estatuto do trabalhador privado na velha máxima de "se o estado o faz aos funcionários públicos, então tb nós faremos aos nossos funcionários: deslocação sem apoios, aumento do trabalho precário, despedimento sem justa causa, manipulação das condições laborais, interpretações abusivas da lei?
Será que os trabalhadores do privado que também são pais, maridos e mulheres, e familiares, não percebem que este ataque aos professores é a antecâmara da mudança da relação laboral no privado (baixos salários, horários a granel e à medida do patrão, desrespeito pelo domicílio profissional da empresa, deslocações sem apoios, etc)?
Eu vejo, será que os outros estão cegos?


publicado por Pedro Santos às 10:26
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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013

E o decreto-lei 132/2012, não será ele também inconstitucional?

No seguimento do chumbo do TC à requalificação e mobilidade especial, proponho a seguinte reflexão.

 

Se é inconstitucional despedir por “requalificação”, não se poderá por em causa a imposição de mobilidade fora do âmbito geográfico do domicílio profissional sem haver ajudas de custo e de representação?

 

Se uma empresa tem um trabalhador numa área geográfica e o quer realocar porque necessita dele noutra instalação, paga-lhe as despesas ou dá-lhe recursos (transporte e alojamento).

 

No caso da função pública, seria de todo justo a aplicação da mesma medida para quem é deslocado acima de 50 km do domicílio profissional, que no caso dos professores pode ser bem mais porque concorrem a dois qzp (no mínimo).

 

Se este ponto se mantiver, a falta de apoios à deslocação e alojamento, os professores não deveriam ser obrigados a concorrer porque a natureza do seu vínculo inicial (a tal manutenção da confiança que para mim os juízes falam) não era essa, ou seja, se são de um qzp é nesse que devem ficar, se são de um agrupamento, tem de haver limite ao número de km aceitável (os tais 50 km).

 

Assim, e não sendo despedidos, podem muitos professores assumir que ter metade do salário é mais vantajoso do que ganhar por inteiro longe de casa porque a deslocação aumenta as despesas para mais do dobro. Um professor deslocado fica com menos de metade do salário quando colocado longe de casa.

 

Por este motivo, será que o decreto-lei que regula os concursos e a mobilidade especial dos professores não pode também estar ferido porque obriga à quebra da confiança inicial estabelecida quando assinaram as partes um contrato com determinadas condições?

 

Os professores que escolheram os dois qzp não o podem ter feito pressionados por um decreto-lei que de outra forma não fariam?

 

Consideração final: a obrigatoriedade de sair para longe de casa e do domicílio profissional acarreta um desgaste físico, emocional, estrutural, familiar, social e financeiro muito elevado e tem um preço muito superior à perda de metade do salário.

 

É só uma reflexão interrogativa expositiva.


publicado por Pedro Santos às 19:05
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Terça-feira, 25 de Junho de 2013

Mutualização da dívida do crédito à habitação

Tem-me assaltado uma questão que é os bancos “ajudados” pelo estado (isto é , por todos nós) executarem os cidadãos com dificuldades financeiras.

 

Ora, para isto pensei numa mutualização da dívida do cidadão com o seu banco (sim, ele também é dele porque o banco resulta de uma relação de confiança entre ambas as partes, em meu entender) através do real valor em dívida.

 

Se eu pedi 100 000 euros ao banco e este mo concedeu, então eles assumem comigo o risco partilhado do valor do imóvel, pois a hipoteca está em nome deles, e só passando por eles podemos negociar o imóvel. Quando emprestam dinheiro ao cidadão, assumem o risco que este poderá não conseguir pagar, e como em qualquer "negócio", há o risco de se ganhar e perder.

 

Ora, se a casa desvaloriza, como pode o cidadão ficar como único mutuário? Em meu entender, se a casa desvaloriza, o banco deve assumir o risco e o valor em dívida passar a ser o valor do imóvel, ajustando-se assim o valor da prestação e o capital em dívida ao banco. Claro está que se aumenta o valor do imóvel, os juros que já pagamos suportam o lucro do banco sem que este tenha perdas.

 

Quer isto dizer que o cidadão paga só o que a casa vale e não a especulação do banco que continua a dizer que a casa “vale” o que nos emprestou, pois continuamos a pagar a totalidade do empréstimo.

 

Se os juros flutuam porque não flutuar também o valor dos imóveis e a respetiva dívida?

 

Claro está que em bancos que não tenha havido intervenção ou injeção de capitais, de forma direta ou indireta (e.g. recurso a crédito avalizado pelo estado), então esta situação poder-se-ia equacionar não válida já que dos cidadãos nada receberam. Mas como os bancos estão na estrita dependência direta (?) do estado, julgo nenhum estar em condições de tal exigir.

 

A mutualização da dívida entre o banco e o cidadão poderia evitar assim despejos, execuções e tragédias pessoais e nacionais.


publicado por Pedro Santos às 09:54
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Um pensamento sobre o subsídio de desemprego

Porque é que os trabalhadores não sabem sempre a qualquer momento, quanto é o seu fundo total de desemprego?

Por exemplo, quando se começa a trabalhar, findo o período de trabalho que dá direito a desemprego, fica em carteira um valor caso fique desempregado.

A cada mês que trabalha, o trabalhador soma valor ao bolo que lhe é devido, isto é, quanto mais trabalhar maior é o seu bolo de subsídio de desemprego.

No início o bolo cresceria mais porque em caso de desemprego teria de ter um valor socialmente aceitável, mas diminuiria o aumento mensal do montante em carteira para o desemprego, mas sempre com o trabalhador a saber quanto tinha acumulado.

Nesta solução, o trabalhador não teria teto ao número de meses de desemprego, teria era acesso a um bolo/fundo do estado criado por si próprio.

Quando estivesse em situação de desemprego, sabendo quanto tinha no seu fundo pessoal, poderia optar por prestações mensais maiores (até um valor estipulado máximo) ou prestações menores que lhe dariam mais meses de apoio.

Sendo um fundo que, enquanto se trabalha, cresce menos quanto mais meses de trabalho se tenha, não interessará ao trabalhador gastar muitos meses de desemprego porque rapidamente desce o valor mas depois custará mais meses para subir de novo.

Desta forma, o trabalhador, quando desempregado, sabe de antemão quanto tem para viver no desemprego, e como pode orientar o seu futuro no desemprego sem andar à espera de decisões de recomeço ou novo subsídio, de enganos dos funcionários, de indeferimentos e pedidos de reposições de verbas porque o que o trabalhador gastou a si mesmo tirou do seu futuro.

É só um brainstorming.


publicado por Pedro Santos às 20:14
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Domingo, 12 de Agosto de 2012

A crise e a poupança

Colegas professores

 

Em tempos de crise procuram-se as melhores oportunidades e os melhores preços para fazer render o nosso rendimento ao final de cada mês.

 

Embora os telemóveis sejam um bem não essencial, de vez em quando dá jeito ter um e para isso temos de comprar se não temos ou substituir em caso de avaria.

 

Assim, aconselho a não comprar HUAWEI porque além de avariarem com facilidade (o meu avariou), não existe software para gerir o telefone, e pelo que pesquiso na internet há muito boa gente a dizer o mesmo, e fazer backups do que lá temos.

 

O barato pode sair caro, e neste caso, mais vale dar mais uns euros e comprar algo que já tem nome no mercado e que dá apoio de software.


publicado por Pedro Santos às 16:03
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Uma análise à crise portuguesa

Esta análise é isso mesmo, uma análise desprovida de sentimento ou filiação.

Quando o nosso ex primeiro ministro decidiu fazer um braço de ferro de modo a tentar evitar a entrada do FMI em Portugal pareceu-me de imediato uma estratégia mais que uma birra pessoal.

Ele sabia que havia mais países à beira de cairem na mesma situação, e mais poderosos que nós, e se fossemos em pacote talvez não fizessem o que nos fizeram.

Desde logo isto  (parece) é verdade porque estava agendada uma mudança na forma como os países recorreriam ao fundo de resgate sem a necessária intervenção profunda do FMI.

Mas pareceu-me que dois vectores (utilizando uma palavra cara a este ministro das finanças) estavam a fazer pender a balança contra nós: a vontade da direita entrar a todo custo no governo porque o actual PM não teria outra oportunidade, especialmente se Sócrates sobrevivesse, e a vontade da direita europeia de privatizar a europa ao serviço dos patrões e da especulação.

Assim, quando Portugal esperava que a votação acontecesse para mudar as regras de acesso, o governo caiu pela mão do PSD e a votação foi adiada, deixando Portugal na necessidade extrema de apoio externo.

Mas este apoio externo só foi necessário porque durante 6 meses a Europa nos deixou desprotegidos com os juros a crescerem de forma pornográfica. Se não fosse isso, a divida pública não teria crescido da forma que cresceu, a crise profunda não seria tão profunda, e agora estavamos no mesmo pacote da Itália, Espanha e França, protegidos pelas decisões que os protegessem.

Então eu faço aqui a minha previsão que a história confirmará (que não deixa de ser uma arte de adivinhação): se não fosse a família da direita europeia, no interesse do capitalizar de lucros de especuladores e de maximizar a influência das empresas e dos magnatas nas decisões dos países sem serem eleitos, prejudicando os países mais frágeis da UE usurpando os seus recursos naturais, humanos e financeiros, porque estes empréstimos mais não são para pagar juros e no fim ficamos na mesma; o PSD será visto como o principal culpado do estado em que estamos porque mesmo com toda a pompa e pose de estado que PPC procura meter, os seus olhos não mentem pela inexpressividade que têm pois os olhos não seguem as linhas do rosto, no fim vamos continuar ainda pior, com uma divida maior e ainda com menos recursos ou instrumentos de regulação que nos poderiam ajudar a sair da crise porque entretanto tudo foi privatizado em prol dos "amigos".

Primeiro exemplo: BPN ao BIC. Nós pagámos para vender o banco. Só os imóveis do banco valem decerto bem mais que os 40 milhões, diga o presidente executivo português o que quiser. Se eu fizesse um negócio da China não viria apregoar que tinha conseguido isso à custa dos portugueses, viria isso sim fazer o que fez, dizer que é um favor que nos estão a fazer, que são grandes patriotas tirando das mãos do estado aquele sorvedor de dinheiro, e que vai dar muito trabalho recuperar o banco. O banco está recuperado, atentem no que vos digo, e deve dar um trabalho brutal fechar agências, que devem ir ser vendidas e com muito lucro, e despedir trabalhadores que irão ser pagos pelo estado.

Assim é fácil.


publicado por Pedro Santos às 12:59
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Domingo, 14 de Agosto de 2011

Se eu fosse Primeiro Ministro

Não sabemos os números, sabemos o que nos dizem, mas vou procurar enquadrar tudo. Se fosse PM, começava por não alienar o BPN pelo que foi vendido. Só o imobiliário valeria mais que os 40 milhões. Os trabalhadores a serem despedidos, mesmo na totalidade, sendo enquadrados na Seg. Social, seriam amortecidos pelas vendas associadas ao banco.

Começava depois por fugir daquela lógica de pagar bem no público porque senão vão para o privado. Seja! Qualquer cidadão que enverede pela vida pública tem de estar vinculado à mesma por um período de carência de exclusividade para ressarcir “da formação” dada. Aqui falo não só de gestores de empresas públicas, da CGD, secretas, etc, falo de médicos, enfermeiros e professores em exclusividade no sistema público. Quem quer o céu tem de pensar que não baixa para o “inferno” do privado assim de mão beijada.

Procurava restabelecer uma certa auto-suficiência nacional fazendo o levantamento de terrenos em abandono e
fazia uma proposta aos seus proprietários: em tempo de crise e salvação nacional há que produzir em escala. Não perdiam direito ao terreno mas teriam de o por à disposição de quem o quisesse explorar sem que isso lhes trouxesse mais valias. O terreno era sempre valorizado por ser cultivado por isso não perdiam dinheiro (já que antes nenhum ganhavam por estar ao abandono).

As finanças do estado precisam de ser equilibradas. Começava por emagrecer os serviços camarários nos seus
milhares de postos de “confiança” e de contratos para amigos e afins. Começava claro, pelo topo e nunca pela base, porque é no topo que se gasta dinheiro (motoristas, subsídios, ajudas de custo,…).

Não falo de despedir pessoas, como se entende, mas os serviços locais do estado têm de estar ao serviço da
população. Assim, as mesmas pessoas mas distribuídas por maiores períodos de tempo (desde as 7 da manhã às 09 da noite por exemplo). Assim, menos tempo perdido por que precisa de ir aos serviços, menos stress físico e emocional e por conseguinte mais disponibilidade para o trabalho (produtividade).

Menos motoristas de serviço ao mesmo tempo e menos veículos de serviço para cargos públicos. Quem trabalha
deve deslocar-se a suas expensas como é devido aos restantes trabalhadores. Valorização do transporte
público. Criação da obrigatoriedade de utilização do transporte público dentro das localidades, baixando as tarifas. Mas assim aumenta a despesa!

Momentaneamente, porque como há menos veículos particulares, reduzem as importações de petróleo (balança comercial).

Dado o apoio dado aos bancos pelo estado (logo, pelos contribuintes), durante um período de estabilização, as
prestações mensais das casas deveria baixar porque o cidadão é credor dos bancos. As casas não poderiam ser executadas, o cidadão ficava com mais dinheiro para continuar padrões de consumo adequados ao retorno da economia (não falo de luxos).

Às empresas exigiria ética e transparência. Os sinais exteriores de riqueza teriam de ser justificados aquando de problemas nas mesmas, isto é, como justificar ordenados em atraso quando os administradores e gestores viajam em grandes carros, usufruem de grandes mansões e de regalias? Se as têm são fruto do trabalho produzido nas
empresas pelos seus trabalhadores, então devem procurar honrar os seus compromissos sociais com as pessoas que empregam.

Empresa que apresente prejuízos em anos sucessivos é suspeita. Como consegue sobreviver com prejuízo? Empresas com lucros deve repartir pelos trabalhadores, além dos accionistas. Só há lucro porque há pessoas. Quem produz e dá a ganhar deve também participar no produto do seu trabalho.

Discriminação positiva dos cidadãos através de padrões de consumo (não sei se é possível) no reembolso do IRS: quem gasta o que tem em alimentação, transportes, despesas de saúde e escola deveria ser recompensado; quem se verifica fazer viagens e adquirir equipamentos de luxo desnecessários (pc´s topo de gama, carros de alta cilindrada, férias luxuosas, etc) deveria ser penalizado em IRS (estímulo à poupança ou pelo menos de não gastar em bens de 3ª ou 4ª necessidade).

Na Segurança Social não retiraria direitos mas recompensava a procura de trabalho, mesmo fora da área de preferência laboral. Trabalhador que se empregasse durante o período a que tinha direito de desemprego seria recompensado com algum desse desemprego (que voltava a refinanciar através do seu novo trabalho) com uma ajuda monetária. Eu acredito que os trabalhadores, na sua maioria querem trabalhar, mas sentem que têm direitos. Quando lhes retiram esses direitos, esmorecem e perdem motivação. Esta poderia ser uma motivação.

As reformas dadas aos trabalhadores deveriam ser proporcionais até um certo limite. Quem precisa de 5000 euros de reforma para viver quando há pessoas que trabalham com menos de 500 euros por mês com as despesas associadas ao trabalho? Baixando-se o valor pago até um máximo de 2000 euros dava para aumentar as reformas de quem trabalhou e infelizmente teve empregos que pagavam pouco. Mas eles descontaram mais por isso… não, o princípio da solidariedade entre pares (somos todos portugueses) devia ser um pilar absolutamente irredutível e não especulativo.

Quem beneficia de Rendimento Social de Inserção devia ser responsabilizado por ele, isto é, com trabalho obrigatório comunitário (limpeza e protecção de florestas, de praias, de ruas, desmatação, etc.). É trabalho escravo, aquilo que tanto eu me bato contra? Não, estas pessoas, muitas delas, por situações diversas, nunca produziram nada, nunca devolveram nada à sociedade por isso devem através de trabalho pagar o apoio dos restantes cidadãos (são eles que pagam através dos impostos).

Na educação, e ao contrário do que pensam muitos, até podiam ter turmas com 28 a 30 alunos no 1º ciclo, mas em par pedagógico. Mais alunos mas mais possibilidade de feedbacks e sucesso escolar. Isso aumenta a despesa? E quanto custa a iliteracia a longo prazo? Deixava de lado a construção de hipermercados de alunos (centros escolares de larga escala e mega apreupamentos) para apostar nas escolas de proximidade social e cultural. Mais escolas que permitissem uma ligação à comunidade de forma afectiva, próximas das famílias. Procurava que as escolas estivessem abertas mais cedo e até mais tarde (já que não se consegue inverter o ciclo de trabalho dos pais). Para isso apresentavam o horário de trabalho que justificasse a presença dos meninos na escola antes ou depois do horárioescolar. Como já alguém disse, os comportamentos dos alunos deveriam ser alvo de sanções pecuniárias aos progenitores, criando uma ligação entre acto e consequência.

As escolas deveriam ser avaliadas enquanto escolas, não enquanto indivíduos ou agrupamentos. Cada escola retiraria dos seus elementos o que de melhor têm, e todos teriam a mesma nota fruto do trabalho colectivo. Assim haveria partilha e espírito de corpo (de equipa) porque cada era ajudado no que de menos bem sabe fazer contribuindo com o que de melhor sabe fazer. Quem demonstrasse não trabalhar em equipa, não cooperasse, então seria avaliado individualmente, fora do âmbito da nota global, sujeitando-se a ter de fazer tudo sozinho sem ajuda.

Aos pais e encarregados de educação pediria mais envolvimento na educação dos filhos e não no ensino. Educar é uma coisa, ensinar é outra. Àqueles que descuram a educação dos filhos não poderia ser dada a oportunidade de contestar a escola e os seus profissionais, desde professores a assistentes operacionais.

Enquadrava as AEC na escola e nos agrupamentos, fora das garras das autarquias e de empresas quasi agiotas, que exploram muitas vezes os professores. Assim, estas AEC estariam enquadradas em horários decentes, de preferência no final do dia de aulas, e não haveria problemas de colocação de professores já que eles eram do agrupamento.

Na educação nivelava os vencimentos. Todos os professores desempenham o mesmo papel, preenchem os mesmos documentos e participam nas mesmas estruturas. Assim deveriam ter ordenado igual. Como se discriminaria a antiguidade? Através de uma diuturnidade trianual de 50 euros. Ao fim de trinta anos tinham um bónus de 500 euros. Claro que o salário base líquido teria de ser por volta dos 1300 euros. As escolas privadas de carácter público, e financiadas pelos sistema, deveriam ter os seus professores colocados por concurso nacional. Ou fazem parte do sistema ou não fazem parte do sistema, ponto. O seu financiamento deveria ser igual, ponto. Querem ter apoio público, funcionam como o público; querem ser privados financiam-se a si mesmas.

Os professores deveriam ser colocados nas escolas por concurso, mas eu aqui introduzia uma variante: a primeira entrada era por concurso de lista graduada, com os candidatos a optarem por ficar por tempo indeterminado (em qualquer momento – no final do ano lectivo - poderiam pedir para sair, mas ficavam sujeitos ao que explico no ponto seguinte); caso o não quisessem, e pretendessem ser colocados anualmente, escolhiam essa opção sabendo que os lugares nos anos seguintes seriam menores.

Como haveriam menos professores a concurso haveria menos despesa em aplicações informáticas, pessoal técnico e papel.

Mas, e se houvesse professores mais antigos a quererem mudar? As escolhas de uns são as oportunidades de outros; todas as escolhas têm consequências, umas boas outras menos boas e ainda algumas más. O que me beneficia num ano pode estar contra mim nos anos seguintes; independentemente dos imponderáveis, temos de nos habituar a projectar no futuro as nossas escolhas.

A saúde deve manter-se como está, mas organizada de forma diferente. Médicos e enfermeiros formados em universidades públicas devem dar ao estado pelo menos 15 anos da sua vida em exclusividade. Quem não quiser, pague na totalidade a sua formação numa universidade privada. Assim, a distribuição equitativa do serviço estaria no dia inteiro e se calhar pagava-se menos horas extraordinárias. A exclusividade acabava com os médicos a quererem sair mais cedo ou a chegar atrasados de manhã porque estiveram até tarde na clínica ou hospital privado. Acabava assim com a promiscuidade de médicos a atender no sistema público e a encaminhar para o sector privado e quando custa muito fazer no privado (com pouco lucro) a reenviarem para o sistema público.

Em relação à segurança, e salvaguardando as devidas distâncias dos abusos da autoridade, a policia deveria ter mais poder de intervenção e não ser penalizada por fazer cumprir a lei (dentro de certas circunstâncias devidamente enquadradas): um bandido rouba e é perseguido; leva um tiro e morre; não há dúvidas de quem não respeitou a lei e se sujeitou às consequências. Um bandido rouba um carro e é perseguido; não faz paragem à ordem da autoridade e leva um tiro e morre; não há dúvidas de quem não respeitou a lei. Um polícia é apanhado a mentir ou envolvido em actividades menos lícitas, deve receber punições acima da dos bandidos porque um cidadão aplicardor da lei tem responsabilidades acima do cidadão comum. Por se aumentar a sensação de “punidade”, diminui-se o crime e os custos associados ao crime: polícias, prisões, tribunais, juízes, papelada e processos.

Na segurança das florestas eu colocava o exército em operações de treino de Abril a Outubro. Assim, em áreas sensíveis da floresta nacional, onde normalmente o público não vai, estaria patrulhado 24 sobre 24 horas. Seriam emitidos avisos públicos em jornais, rádios e televisões para estas operações de treino e patrulha e que quem fosse encontrado nestas áreas arrisca-se a ser detido ou até alvejado. Ao promover isto, diminui-se os gastos com aeronaves e pessoal contratado especificamente para promover esta segurança quando o exército pode fazer esta missão. Mas assim há choque entre forças de autoridade já que o exército estando no terreno assume a liderança. E depois? A GNR não é uma força militarizada? Neste período é inserida na hierarquia militar (os comandantes da GNR ainda são militares, julgo eu).

Agora entro noutro campo, o equilíbrio político das contas públicas.

Todos os deputados têm um assessor, quanto custa isso?

Todos os deputados têm pc público? Quanto custa isso?

Todos os deputados têm ajudas de custo? Quanto custa isso?

Todos os deputados têm subsídio de residência caso sejam de certas regiões? Quanto custa isso (até os há que mudam o domicílio fiscal para usufruir do subsídio, certo)?

Os altos representantes têm motoristas para si e família, quanto custa isso?

A Assembleia da República tem deputados a mais que não são mais que figuras de decoração. Quanto custam estes deputados todos à nação?

Os deputados deveriam utilizar os transportes públicos para as deslocações de e para o serviço. Se são bons para
o cidadão são bons para estes cidadãos, isto tem de ser claro.

As escolhas do governo deveriam ser conhecidas antes de se eleger o Primeiro Ministro e quanto iriam custar as
politicas que pretendem implementar, quer socialmente quer financeiramente. Somos sempre confrontados com a ideia de que não sabem e depois de eleitos não se pode fazer nada. O escrutínio devia começar antes das eleições através da apresentação dos custos de cada medida e do cabal cumprimento das mesmas. Chega de aceitar que “não sabíamos a dimensão total”, “isto foi uma surpresa”.

Só uma brincadeira. Um dia ouvi uma piada em jeito de realidade que vou contar: um presidente ganhou as eleições e encontrou duas cartas na secretária. Uma tinha escrito por fora tinha escrito: a ler na primeira crise. A segunda tinha escrito a ler na segunda crise. Quando houve a primeira crise, abriu a carta e tinha escrito “culpa o
teu antecessor”. Sucesso total e euforia das massas. Na segunda crise abriu o envelope e leu “escreve agora duas cartas”. O problema é que em Portugal ninguém assume o fracasso das suas opções e passam a vida a lançar areia para os olhos.
Se eu tenho uma situação delicada para resolver foi para isso que fui eleito pelos portugueses, para as resolver melhorando e não piorando a vida das pessoas melhorando a vida de alguns.

Mais haverá para dizer, mas isto ainda não é um programa de governo!

Bem Hajam


publicado por Pedro Santos às 15:26
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Sábado, 13 de Agosto de 2011

O Minsitério da Educação, os Professores e o estado da educação

Anda tudo em alvoroço mas não para mudar o que está mal mas para ver onde está o menos mau das más decisões dos decisores políticos.

Em vez de procurarem encetar mudanças filosóficas e de fundo no pensamento mantém-se tudo amarrado
às questões práticas imediatas sem criar novos paradigmas que não seriam mais que os antigos vinculados ao saber e não à economia.

Fala-se de renovado poder aos Conselhos Pedagógicos e ao Presidente do Conselho Geral, que a meu ver só irá reforçar os novos caciquismos e os novos clientelismos, fruto do tráfico de influências que vêm do exterior da escola.

O Conselho Pedagógico tem elementos que não são representantes dos professores mas que influenciam as decisões, mesmo se pedagógicas e lá não estejam; o Presidente do Conselho Geral pode não ser professor e têm lá assento muitos interesses conflituantes (a começar pelas autarquias).

A Avaliação de Desempenho em vez de ser atacada de vez, através de um exagerar das situações de avaliação, exigindo mais do que o ME quer, porque só assim se faz a falência deste modelo, corre-se ao lado dela procurando desviar a besta do seu caminho. É como tentar mudar a trajectória de um cometa lançando uma pedra com uma fisga. Assim, de pouco em pouco, de ano em ano, devagar e sem muitas mudanças radicais, o ME consegue implementar o que quer sem ser confrontado com mudanças de fundo nas estruturas da escola de modo a acomodar tudo (mais professores, mais horas, mais turmas,...).

O aumento do número de alunos por turma no 1º Ciclo só na cabeça de quem está a olhar para números e ver a CONFAP apoiar a decisão só demonstra que também os pais nada querem saber da qualidade do ensino aos filhos, ao contrário do que tanto apregoam. O que eles querem é, tendo sido apoiantes ferrenhos do anterior governo, e subsidiados por ele, manter os subsídios aliando-se ao novo ME. Deve ser mesmo muito dinheiro para eles fazerem estas cambalhotas e estes mortais de quebrar a espinha, e deve ser muito bom porque assim andam pelo país à custa dos professores e dos contribuintes, aparecendo e tendo protagonismo pessoal e político.

Se não me falha a memória, o senhor titular da pasta dos papás e mamãs foi professor de filosofia e abandonou a profissão, de tão bom deveria ser, mas exige aos outros aquilo que não foi capaz de fazer. Os roedores abandonam o navio antes de todos, e não sei as razões, mas que fica mal na fotografia, fica.

Cortam nos professores contratados e logo começam os próprios contratados a contar lugares e a dizer "isto não está assim tão mal, porque vai haver ainda lugares"... só para os mais bem classificados. Então e os companheiros mal classificados não são professores? Mas vem na onda de uma proposta na Assembleia da República de efectivar SÓ quem tinha mais de 10 anos de serviço. Claro, com o exemplo de quem aparentemente defende os professores desvirtuando o valor dos que têm mais de 3 anos, diz logo como os professores mais antigos tratam os mais modernos.

Esquecem-se todos que se o barco está a afundar rapidamente pelo peso e lançamos borda fora os desprotegidos e mais frágeis, o barco afundará mais lentamente mas não deixará de continuar a afundar. Solução seguinte, lançar mais uns poucos borda fora e assim sucessivamente. Percebem a analogia?

Há um poema de Jim Morrison que reza assim:

 

When the still sea conspires an armor

And her sullen and aborted Currents

breed tiny monsters,

True sailing is dead.

Awkward instant

And the first animal is jettisoned

Legs furiously pumping

Their stiff green gallop,

And heads bob up

Poise

Delicate

Pause

Consent

In mute

nostril agony

Carefully refined

And sealed over.

 

Nós somos os equídeos: primeiro mandam os burros borda fora; depois os cavalos; depois os alazões; depois os procriadores; depois... ninguém... já não há cavalos!

 


publicado por Pedro Santos às 17:05
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Sábado, 13 de Março de 2010

O Excessso de Zelo

Eu acho que a nossa classe enferma de um mal maléfico, ruim, maléfico, perverso, maléfico e pouco sensato!

Então nunca levamos a lei que nos regula às últimas instâncias?

Porque é que não fazemos e regemos a nossa actividade pelo excesso de zelo?

Devemos levar as coisas até uma consequência tal que o excesso de zelo mostre que são necessárias mais pessoas, mais tempo livre para burocracia e... espantem-se... mais ordenado!!!

Para nos exigirem "deveres" consagrados em Lei e ECD põem-se em bicos dos pés... mas para pagar o que  lei manda (horas extraordinárias... e não venham com o "peçam" porque não deveria ser preciso porque  ELES sabem bem qual é a lei das reuniões ordinárias!!), para respeitar horários e regras de elaboração de horários e até de respeito pelas funções a eles atribuidas (membros da direcção que nunca dão as horas que lhes estão definidas já que não estão em exclisividade) já não estão para aí!!!

Em alguns (se não em todos...) até dizem que para cumprir com a supervisão das AEC devemos "arranjar" uma horita fora do horário para o fazer... pois não pode estar no horário... porque seria ilegal... porque já temos as horas não lectivas de estabelecimento ocupadas com Apoio ao Estudo!

Mas porque é que os membros da direcção com não exlclusividade não vão às escolas dar Apoio ao Estudo como previsto? Porque é que os professores de Apoio Educativo (e aqui incluo os tão "sobrecarregados" professores do Ensino Especial) não vão às escolas dar Apoio ao Estudo? Porque é que alguns professores têm a componente não lectiva de estabelecimento em Apoio de Gestão e não em apoio directo às escolas?

Pois é, para exigir o que não é moralmente exigível estão sempre prontos, mas para cumprir como o seu dever e obrigação já é outra coisa...

Até parece que quem foi para a direcção o foi para não trabalhar é só para dizer "faz isto, faz aquilo"... ou que foram para lá como que com um bilhete para a ociosidade... é que ainda não vi ninguém a lutar para voltar para a sala de aula... mas vejo muitos a lutar para ir para a sala da... DIRECÇÃO!!!


publicado por Pedro Santos às 21:00
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

O 5º Congresso Educação

 

Este congresso deixou muito a desejar em termos de qualidade que o tema exigia bem como de qualidade de apresentações.
Foi um chorrilho de apresentações tipo o que acontece nas reuniões intercalares dos Planos de Formação de Língua Portuguesa e Matemática, com alguns professores seleccionados (?) a apresentarem as virtudes do seu trabalho e enaltecendo (endeusando ficaria melhor!) o trabalho magnífico e o caminho libertador que as formadoras lhes propuseram!
Muitos adjectivos foram utilizados pelos professores que expuseram os seus trabalhos, em particular depreciativos de si mesmos, tais como “não sabia fazer”, “não sei”, “ansiosa”, “desesperada”, “tinha insegurança”, “défice”, “receio”, entre outros.
Juro que me fez lembrar os encontros de uma marca de produtos de dietética e de beleza começada por “H” e terminada em “life” e que pelo meio faz lembrar “erva”. Os oradores procuraram demonstrar que antes do Novo Programa de Matemática do Ensino Básico nada existia, o trabalho era inócuo e até impróprio, e que os que trabalham sem ser no NPMEB são incompetentes e que só prejudicam os seus alunos.
Questionada por uma pessoa da plateia, uma das apresentadoras disse “os meus antigos alunos não estão a seguir”, “a professora não dá seguimento”, “os alunos estão ao Deus dará!”, “do que falo com os pais”… mas porque é que ainda fala com os pais se já lá não está?
Também se extrapolaram resultados sem que tenha havido já tempo para que se possam aferir resultados comparativos, como apreciar alunos que estão a dar o antigo programa de matemática e que a par, como um grupo de controlo, findo o ensino básico, se possam comparar resultados desses alunos com os resultados dos alunos do novo programa.
Até já se chegou ao cúmulo de dizer que uma professora na sala ao lado que não lecciona pelo novo programa é uma pobreza (a expressão não foi esta, mas o adjectivo procurou mostrar que a professora é uma incompetente!) comparado com os alunos que seguem o novo programa.
Mas será que as pessoas que procuram enaltecer o seu valor depreciando o valor dos outros não percebem que estão sujeitos ao mesmo destino?
Será que as pessoas não têm experiência suficiente para perceber que por vezes há uma resposta positiva na primeira fase e que depois acontecem plataformas de aprendizagens? E que alunos que antes não demonstravam aparecem com resultados idênticos ou superiores porque maturam em tempos diferentes?
Só findo uma geração, e comparando essa geração com os seus pares que seguiram um caminho diferente é que se pode verificar da validade de um trabalho. E não se podem comparar alunos de gerações diferentes, porque o que era válido antes, as experiências que carregavam consigo eram também diferentes. Por isso é que em qualquer experiência se criam grupos de controlo em tempo igual para que os resultados sejam extrapoláveis.
Para concluir, ouvi uma investigadora e formadora dizer que se o aluno não aprende a culpa é dos professores, assim sem mais, sem contextualizar sem nada. Eu até aceito esta frase, mas tem e deve ser contextualizada em muitas dimensões. Até pode ser verdade, mas não introduz as variáveis “tempo pessoal do professor”, “limitações materiais e humanas” nem a “multiculturalidade e grupos heterogéneos dentro da sala de aula”. Se analisarmos esta necessidade de criar os espaços de aprendizagem com suportes individuais de trabalho em cada turma, somando os tempos de planificação diários, correcções de trabalhos e fichas, reuniões e até “substituições” de professores que se vão embora das AEC e as Câmaras demoram até (!) três meses a substituir, e ainda procurar implementar o mesmo para Língua Portuguesa e Estudo do Meio, e ainda criar espaços para desenvolvimento de Projectos, das TIC, de Estudo Acompanhado, de Formação Cívica, então o dia de aulas deveria ser de 10 horas diários para os alunos, e o professor tinha de pedir ao Deus Chronos para criar uma unidade de tempo especial para o professor que tornasse o dia de 24 em 48 horas, mais um tempinho para também nós sermos pais!
Parece-me que querem que sejamos todos “tias” do sistema, e que abdiquemos da nossa vida pessoal e familiar. Isso, meus senhores e “tias” do sistema, era do tempo do outro senhor, em que até para casar era preciso pedir autorização ao Presidente do Conselho!
Quem quer ser missionário vá para África! Ser professor exige dedicação mas não implica escravidão! Ser professor é uma profissão, com horas estabelecidas de trabalho e momentos em que somos SÓ pessoas simples!
Vou utilizar aqui uma frase que uma pessoa uma vez me disse: “ser professor não é ser mercenário nem missionário!”. Interpretando o que disse, retiro que devemos dar mais do que sair logo que toca mas também não devemos conduzir a nossa existência dentro da escola e dos alunos e esquecermo-nos que somos gente também!
O Congresso foi uma desilusão! Nem um exemplar dos manuais, adaptado aos novos programas, vimos ou recebemos!
P.S. Algumas professoras, na sua imensa sapiência e condução de trabalhos matemáticos (e nenhuma referência das formadoras!), escrevem para meninos do 1º ano de escolaridade e no 1º ciclo como se estivessem a escrever para adultos, sem respeito pelo grafismo manuscrito que é nosso dever fazer!

publicado por Pedro Santos às 16:20
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