Muito se tem falado dos professores e da sua dignidade pessoal e profissional.
Muito se tem falado dos vencimentos dos professores, uns dizendo que são elevados outros que são baixos em função das despesas.
Muito se tem falado do Estatuto da Carreira Docente e da divisão da carreira docente.
Muito se tem falado da Prova de Ingresso e da Avaliação de Desempenho Docente.
Muito se tem falado de grandes questões que dão parangonas de jornal e dão conversa de café, mas lateralmente a estas existem umas quantas conversas que deveriam ser tidas e que trariam dignidade pessoal a muitos, se não a todos.
Estas questões referidas atrás são necessárias para uma justiça profissional, mas as outras são fundamentais para o equilíbrio pessoal e para a dignidade no trabalho.
Bato-me por elas até à exaustão, e é necessário que outros o façam e tomem consciência delas.
1º Apoio nas deslocações aos professores deslocados através dos transportes públicos, nomeadamente ferroviários e rodoviários. Como? Permitindo aos professores pagar um quarto do bilhete nas suas deslocações em serviço para as localidades de trabalho.
2º Apoio no alojamento a professores deslocados a mais de 50 kms da sua residência principal. Claro que teríamos nós, professores, de ajudar a impedir as jogadas de recenseamento noutra localidade e fazer da residência principal a residência secundária.
3º Criar alojamentos temporários nas sedes de concelho nos blocos de apartamentos em construção pela “doação” por parte dos construtores à autarquia de apartamentos para alojamentos temporários de funcionários em serviço fora da sua área de residência. De referir que esta medida seria abrangente e poderia aplicar-se aos demais funcionários do estado. Como se processaria? Aquando do licenciamento da obra, e em função do número de andares e apartamentos, haver uma quotização que atribuiria os apartamentos em função do total construído. Claro que aqui não haveria lugar a apoio financeiro no alojamento.
4º Dedução do IA (a estudar) na aquisição de carros de serviço comerciais aos professores deslocados. Esta medida, e para evitar a aquisição dos veículos para uso familiar, teria de ser utilizada pelo professor deslocado e nunca por outros. Poderia ser utilizado a qualquer altura mas pelo professor. Assim garantia-se que não havia pessoas a adquirir veículos de trabalho para outros fins.
Estas medidas seriam de justiça social e de equilíbrio do sistema já que favoreciam a mobilidade entre serviços e ao mesmo tempo seriam um factor de aceitação tácita de que por vezes se tem de ser móvel.
Um trabalhador é mais reticente às deslocações nos serviços do estado porque sabe que isso implica o dobro das despesas e nenhum retorno. Sabendo que o estado estava a fazer um esforço efectivo para, ao mesmo tempo que supria as suas necessidades de serviço, melhorar as condições de vida e de trabalho individuais, seriam os próprios trabalhadores a verem a bondade do estado.
Mas isto normalmente não se vê nas grandes demandas dos trabalhadores. Mais qualidade de vida não significa mais ordenado. Mais dinheiro ao fim do mês não significa ganhar mais dinheiro. Mais qualidade de vida é chegar ao fim do mês alegre, contente e com mais dinheiro mesmo ganhando o mesmo porque se criaram condições para isso. Se ganhamos um pouquito mais mas aumentam as despesas individuais, no final ganhamos menos.
Espero que um dia olhem para as pequenas coisas e as tornem grandes, porque são elas que efectivamente nos dão mais qualidade de vida complementando as grandes medidas.
Já um dia aflorei aqui este tema: um partido dos professores, com agenda própria e diálogos direccionados para os nossos problemas, anseios, desejos e aspirações!
Somos tantos, e mesmo que não houvesse a representatividade que elegesse mais do que um deputado, mesmo que pregássemos aos peixes, Voz silenciada é voz esquecida! Voz falada é voz ouvida!
Com os nossos números, com amigos e aqueles que a nós são simpáticos, poderíamos finalmente gritar alto o que nos fazem, e quiçá, sermos Limianos por algumas vezes!
Mas é mais fácil seguir o que já existe pois assim sempre se pode culpabilizar e responsabilizar outros!
Eu vou fazendo o meu papel "activista" junto dos companheiros que gostava que fossem de luta! A luta não se faz só nas manifestações de rua, faz-se subvertendo o sistema, demonstrando à saciedade que o sistema é corrupto e falível, e que este é carregado nos ombros de homens e mulheres que muito fazem por carolice (de borla), mas se o continuamos a fazer, nunca nos respeitarão. Não digo que o não devamos fazer, o que digo é que não nos respeitam nessa nossa dedicação. Assim, dê-se a fama a quem supostamente tem o proveito!
Mas o que vejo é comummente se dizer "coitadas das crianças"... coitados é de nós que no fim tornamos coitadas das crianças! Que exemplos damos nós aos futuros adultos se lhes dizemos que não se deve lutar pelos nossos direitos, que devemos abdicar de tudo por eles?... Assim, eles (as crianças) nunca crescem porque lhes dá jeito serem sempre crianças mimadas, tirânicas, déspotas e mal educadas!
Más crianças serão maus pais, e isso só trará ainda mais desprestígio aos professores!
É hora de dar corpo à nossa voz!
Eu sózinho nada posso, nem tenho conhecimentos ou experiência suficientes para iniciar a luta individualmente, mas existem por certo "mecenas" a quem a educação dos infantes diz muito, e a quem o rumo que isto leva conduz à destruição de um país com 800 anos de história!
Esta avaliação facultativa por parte dos Pais/Encarregados de Educação levou-me a defender fervorosamente uma vez mais que não deveria ser sequer cogitada. No entanto, outros colegas assim o entendem.
Eu, alinhando no princípio de que até consigo ver alguma bondade neste formato (embora não o pretenda ou sequer requeira), dei por mim a pensar em parâmetros sobre os quais os ditos se pudessem debruçar de forma que nunca em forma ou tempo algum opinassem sobre algo que tivesse a ver com actividade pedagógica.
O porquê desta minha reflexão recaiu em alguns pressupostos que me "assustaram" na facilidade com que alguns lançam a sua actividade aos lobos.
1º - Assiduidade - se já somos avaliados nesse item pelo Executivo, porquê e com que alcance se dá essa possibilidade?
2º - Pontualidade - Então, pelo mesmo principio anterior, como saberem se estamos atrasados ou fora de horas por motivos correctos? Ou sequer se 10 minutos num ou outro dia compensam sequer algumas horas (ou semanas) que se dão de pós-laboral à escola?
3º - Clareza na apresentação do trabalho - Então se se explica uma e outra vez, com a clareza que a nossa profissão permite, e alguém não entende, devemos permitir que esse alguém venha dizer que não explicámos convenientemente?
4º - Disponibilidade para atendimento aos pais - Então devemos estar sempre disponíveis para tal, e permitir que o entendimento individual de disponibilidade possa ser factor? Então se alguém achar que só pode vir à escola à noite, temos de estar lá? È que se não estivermos, já não estamos "disponíveis"...
5º - Relação com os alunos - Então se um aluno não gostar de nós porque não aceitamos as suas birras, mimadices, falta de educação, e vai para casa dizer que o professor é isto e aquilo, podemos estar à mercê dessa situação de sermos "mal avaliados" e chantageados?
Depois desta reflexão... e de um verdadeiro amargo de boca com uma colega... coloco aqui aquilo que tinha encontrado que não reflecte a actividade docente pedagógica, nem que de alguma forma já foram avaliados pelo Executivo:
1º - O professor atende os Pais/Encarregados de Educação durante o período estabelecido para o efeito? Sim Não
2º - O professor disponibiliza as informações referentes o seu educando quando são pedidads? Sim Não
3º - O professor entrega os registos de avaliação de acordo com o Regulamento Interno? Sim Não
4º - O professor procura falar (reparem no "procura") de forma a ser percebido? Sim Não
5º - O professor está atento às situações individuais do seu educando? Sim Não
A partir desta base, os Pais/Encarregados de Educação participavam da avaliação, ajudavam a ter uma imagem do professor junto do Executivo em itens de díficil vislumbre, responsabilizava os pais para o conhecimento específico do Regulamento Interno em todas as vertentes.
O ME dá-nos a pá; nós, sem que nos seja dito "Cavem!", começamos a cavar porque a pá serve para cavar; depois do buraco feito, já de lá não se pode sair porque fomos nós mesmo que o cavámos, então como podemos criticar o que criámos?
Assim vai o Portugal Eduquês chegado ao burgo professoral!
Já fui observado a 1ª vez!
procurei fazer exactamente o mesmo que faço nas outras aulas e nos outros dias com uma pequena/enorme excepção: a planificação diária!
Isto de planificar para múltiplos anos de escolaridade diariamente só quem nunca deu aulas é que pode sequer cogitar uma coisa destas!
Então isto é viável: duas horas para planificar 45 minutos de aula!!!! Então e as outras quatro horas no meu caso (1º ciclo)? Nem lembra ao Diabo... bem, talvez lembre... Mas isso são outros quinhentos!
Se ainda me arvorar a criar suportes pedagógicos diversificados de acordo com as dificuldades individuais e Necessidades Educativas Especiais então chego à conclusão que não posso sequer dormir e ainda assim fico em dívida ao dia porque 24 horas não são suficientes!
Mas eu, caso chegue ao patamar de Muito Bom que me permitirá artificialmente subir um valor na graduação profissional, e como o meu propósito ao propor-me à avaliação de desempenho não é passar à frente de ninguém mas antes prevenir que outros passem à minha frente sem que pelo menos dê alguma luta, troco essa classificação por uma justa posição gradual se todos assumirem que ninguém, repito, ninguém beneficie desta aberração burocrático/pedagógica que nivela mal aquilo que é impossível de nivelar. Professores diferentes, turmas diferentes, contextos sócio-económicos diferentes e alunos diferenciados que não robots não leva a uma equidade na avaliação. Antes pelo contrário, leva a um desiquilibrar objectivo em função de factores subjectivos arbitrários que podem ser tantos quantos os quisermos imaginar... eu consigo... e vocês, não conseguem?
Andamos todos às voltas com a segurança rodoviária, com a falta de produtividade e outros, e as soluções tão à nossa frente (deles, subentenda-se, que é para isso que lá estão... os políticos... ou talvez não!...)...
Solução 1 - fazer divergir o tráfego de pesados para as auto-estradas, libertando as estradas nacionais dos veículos que pela sua dificuldade de movimentação, reduzem os tempos de circulação de todos. Pesados a circular a velocidades estáveis, provavelmente consomem menos, demoram menos tempo a chegar ao destino, e isso reflectir-se-á no preço final dos produtos. Essa mudança seria com custos reduzidos, pois o prejuizo voltaria em forma de produtos mais baratos e menos consumo de combustível.
Solução 2 - Projectar as estradas e auto-estradas utilizando o factor de projecção futura de tráfego, sendo de raiz mais largas, e com mais faixas de rodagem, reduzindo os custos com infraestruturas (sai mais barato do que meia dúzia de anos depois alargar ou construir mais faixas pois tem de se deslocar outra vez recursos humanos e materiais, sem falar nos custos de concurso e projectos!).
Solução 3 - utilizar as antenas de retransmissão que estão espalhadas pelo país e utilizá-las para controlo de velocidade e não controlar dados pessoais. Os carros teriam um chip electrónico associado à gestão do motor inviolável, que em cada zona e de acordo com a velocidade, reduziria o fluxo de combustível e de rotação dos motores, impedindo o excesso de velocidade.
Claro que isto trará "prejuízos para alguns, especialmente os dos empreiteiros de obras públicas e que vivem destes expedientes, mas o que importa é o país e o nosso dinheiro.
A polícia serviria assim para protecção e não para caça à multa tipo os bandidos "emboscados", gastar-se-ia menos em radares e acidentes, as estradas durariam mais porque haveria menos desgaste, e os cidadãos poupavam mais porque não pagavam multas e redireccionavam o dinheiro para a economia real.
Solução 4 - Fazer com que todos quantos dependessem do estado utilizassem o transporte público de forma gratuita (eles já circulam quer eles lá estejam ou não!). Professores e demais, caso houvesse transporte público, deveriam ser obrigados, no desempenho das suas funções, a utilizar estes meios de transporte, quisessem ou não. Assim, pela diminuição das despesas pessoais, haveria mais dinheiro na economia real, diminuir-se-ia a poluição associada ao elevado número de carros, diminuia-se a densidade de tráfego que aumenta os tempos de viagem e de stress, poupava-se em combustíveis, tão vitais e caros ao país, melhorava-se a qualidade de vida de todos e a alegria colectiva porque se utilizava aquilo que já todos pagamos com os nossos impostos (sim, acreditem que as empresas de transportes públicos privadas ou não, recebem subsídios caso não consigam ter lucros!).
Fala-se tanto de falta de ideias... comentem estas, então!
Ora aqui está algo muito interessante!... Interessantíssimo!!!!!
Para que querem um identificador no carro? Cheira-me a multas à distância mais do que controlo!
Procuraram há uns anos controlar isso através dos tiquets de portagem e da velocidade média... mas como traria prejuízos à BRISA, recuaram, pois para quê ir para a auto-estrada para andar a passo de caracol?
Agora, lá voltam com o mesmo com nome diferente!
Enfim, mais um BIG BROTHER a nascer... quando pararão estes senhores de à descarada procurar saber o que cada um faz, a que horas faz, e com quem faz? Não são estes senhores que se indignam quando alguém "descobre" algo através de escutas, espiões e afins, e querem agora fazer o mesmo aos demais cidadãos?
Não digo que discorde da medida, mas num país como o nosso, e vindo de quem vem, desconfio da bondade da coisa!...
A ver vamos a utilização deste dispositivo, a finalidade do mesmo, e contra quem vai ser utilizado (sim, em Portugal não se faz nada em prol de alguém, antes pelo contrário, sempre contra alguém sob a capa de que se quer fazer o bem!)...
Como alguém já "avançou", qualquer dia temos os chips como os cães, sob a pele, para que saibam sempre onde estamos e a fazer o quê (então os professores, esses camafeus, serão os primeiros, que não trabalham!)...
May the force be with you!
Agora vai começar a luta entre Jedi's e o Darth Vader!
O lado negro da Força já começou a corromper os professores, levando-os a optar pelo caminho fácil que é o despotismo e o "seja o que Deus quiser", porque todos pensam que andando mais para a frente chegam de facto mais à frente... mas não chegam!
Os futuros directores mais não serão que gestores negros da Força, porque se bem utilizada será de facto uma ferramenta útil, mas como sempre, antevejo os seguintes cenários... negros:
a) Director - Preciso que vá com os meninos na pausa lectiva a uma acção no Algarve!
Professor - Mas senhor director, eu tenho família... os meus filhos precisam da minha atenção...
Director - Pois seja... tem razão... Não faz mal!...
No ano seguinte:
Director - Senhor Professor, de acordo com o seu perfil, e com a turma da escola Y, vai ter de ir para lá!
Professor - Mas Senhor Director, essa escola fica do outro lado do Concelho!...
Director - A escola precisa de si, por isso, vá! É um prémio que lhe dou porque assumo que é o melhor para a função!
b) Professor - Senhor director, estou disponível para trabalhar depois do horário, ir aos bairros degradados, compro os materiais escolares, não faço greves nem falto por doença.
Director - Muito Bem. Boa atitude!
No ano seguinte:
Director - Senhor Professor, em virtude do seu perfil, preciso que vá para esta escola aqui no centro da cidade/concelho.
Professor - Muito obrigado. Manterei a minha total disponibilidade, e ainda, já que estou perto de casa, pode-me telefonar a qualquer hora do dia e da noite, para o que for preciso!
A figura do director é a ressurreição da mordaça encapotada, da penalização para quem fale ou seja incómodo porque, voluntariamente, ninguém se quererá sujeitar a ser desterrado para nenhures, nem ver "sebosos" ganhar posição de diversas configurações posicionais (horizantais e de joelhos e que mais...)!
Ninguém se apercebe que, mais uma vez, mesmo entre os sebosos não há honra, e depois, haverá sebosos de primeira e sebosos de segunda, e depois sairão os sebosos de segunda ficando os de primeira... mas os de primeira, tb serão de segunda entre os de primeira, e assim sucessivamente.
Só ficará quem é seboso máximo, e os pedintes que não conseguem ripostar, falar ou argumentar, submetendo-se aos novos salazares portugueses, os directores.
Li em rodapé que os docentes pedem a dissolução da Assembleia da República!...
Não sendo eu politólogo, e estar, quiçá, equivocado, afianço que isto seria a tábua de salvação para quem assumiu politicas desastrosas em todas as áreas da governação.
Acontecer isto agora, às portas de uma ano difícil e penoso para todos, onde o dinheiro e o trabalho vão desaparecer, onde o défice se vai estabilizar ( a ver vamos ) nos 4,5% e o desemprego nos 9%, onde depois se sabe que serão precisos mais impostos e apertar do cinto, então é deixá-los navegar nas águas que encresparam e sentir na pele o que isto influencia o resultado de voto nas eleições.
Pedir isto é desviar a atenção do povo para as reais politicas e concentrar outra vez a atenção nos professores pela pior razão!
Mais, com uma dissolução agora, o sentimento de revolta será grande, porque à direita se vislumbra pouco, e à esquerda, a esquerda protectora, está associada ao nosso movimento, o que levaria a votar à esquerda, mas na esquerda centrista (socialista socratista), o que lhe daria uma maioria novamente, com as consequências que daí advêm.
Se forem até às eleições, até acredito que ganhem, mas o desgaste de um ano eleitoral com politicas de derrapagem e de navegação à vista, levará a muitos descontentes a votar mais à esquerda, fazendo-os perder a maioria absoluta e obrigando-os a coligarem-se.
Ora, uma coligação à direita (e não acredito no bloco central) seria com o PP, o que criaria anticorpos dentro do próprio PS, logo, seria um acto fagagista. Restará alianças à esquerda, a tal esquerda que não deixará passar tantos atropelos sociais, económicos e laborais, fazendo com que as politicas de ruptura, se bem que necessárias, sejam menos agressivas, radicais e desestruturantes.
Comparo este governo a um corpo infectado por um qualquer vírus latente que possua efeitos destrutivos de alta escala, e que qualquer doença oportunista se aproveite dele para despoletar uma cataclismo de potencial elevado. Assim, e embora a crise tenha vindo mascarar momentaneamente a derrocada das politicas, quando o povo vir que afinal de nada valeu a poupança à força, que afinal com ou sem poupança ficámos na mesma, que, de alguma forma, fomos enganados consecutivamente, quando os 150.000 empregos não apareceram como diminuiu a oferta laboral, quando os trabalhadores viram os seus direitos serem alienados para favorecer a "economia" patronal com acordos de empresa que não são mais que escravatura encapotada (aceita ou vais para o desemprego!), então darão o tal cartão amarelo (e não vermelho) porque quereremos o PS lá mas a governar com a esquerda, e não o PS a governar à direita!
E com isto termino, apontando que se calhar até hoje não fui muito simpático com a ideologia de esquerda...
Parece que não tem nada a ver, mas se quisermos, tem tudo a ver!
Sempre quero ver o que este incêndio, e consequente paragem da refinaria por 6 semanas, vai produzir no que aos preços dos combustíveis diz respeito!...
Vem mesmo a jeito este incidente que aconteceu durante a noite e onde não houve quaiquer incidentes humanos... para relançar os preços em alta...
Menos combustíveis no mercado para a mesma procura, mesmo que baixa, leva a que este suba... convenientemente!...
E depois, e embora não se possa ligar aos professores, vem em jeito para esquecer a greve que aconteceu hoje... porque nos próximos dias se vai passar a discutir os impactos nos preços!...
A ver vamos se tenho razão ou não... eu não queria...
Há uma enorme incoerência relativa e absoluta em relação às Actividades de Enriquecimento Curricular e à sua importância.
Que são importantes é verdade que são, mas a sua importância relativa e absoluta devê-lo-ia ser em função das actividades curriculares do 1º Ciclo do Ensino Básico.
O que quero dizer é que as AEC, assim designadas, devem devolver uma hierarquidade pois complementam e não são complementadas pelas actividades do 1º Ciclo, logo a subordinação deveria ser uma regra.
Com isto afloro a subserviência das escolas e professores a estas entidades (colégios e autarquias) levando a que se pergunte e peça pelos horários de reuniões com eles, para depois definir as reuniões da componente curricular.
Mas não deveria ser-lhes indicada uma data e eles organizarem-se em função dela, e não o contrário?
Claro que os pseudo-pedagogos desta praça virão já advogar que eles prestam serviço em várias escolas, blá, blá, blá, e etc, mas sendo uma actividade lucrativa, têm de se desenvolver em múltiplas acções, e se não podem suportar o ónus, abram falência ou assumam menos actividades cada uma.
Aqui, mais uma vez, os professores queixam-se de tanta coisa mas aceitam a subserviência pessoal e impõem-na aos demais, retirando a dignidade que a escola pública merece, subordinando-a a interesses privados, mesmo que argumentem que é pelos alunos "públicos".
É mais uma que me faz rir, rir de tristeza, porque vejo os professores a serem "mandados" por professores que chegam aos lugares sabe-se lá como, e dando-lhes protagonismo onde deveriam ser actores, não digo secundários, mas também não principais.
A somar a isto, a relação "profissional" entre empregado e empregador nas entidades privadas nem sempre é "saudável" e respeitadora dos direitos fundamentais de cada um, o que por si só já de si me assusta, porque assim estamos a assumir igualmente esse tratamento.
E se eles marcassem para uma hora que lhes convém mas que fosse fora de horas e de forma inoportuna para nós? Que faríamos então? Ir porque senão seríamos aqueles que emperrávamos porque se perguntamos sujeitamo-nos às consequências da pergunta!
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