Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

OH!...

Os portais que se abrem são os mesmos que se fecham a cada nova investida.

As dores que deveriam ser absorvidas enchem-nos de dor.

Os odores que exalamos atraem, mas repelimos quem chega.

Quem fala permanece calado nas vulgaridades do discurso.

O silêncio que se escuta é sinal da gritaria surda que nos envolve.

As opiniões que emitimos não se ouvem, perdendo-se no eco das escadarias.

A segurança que proporcionamos esvanece-se na certeza das convicções.

A força bate-se com a fraqueza que se lhe aparece a cada esforço.

A fraqueza fortalece-se na fraqueza de tal força desmedida.

A besta embala a bela que esmorece ante tal brutidão.

A brutidão torna-se cândida nas mãos de quem o é.

Os Homens dominam a besta que há em si para serem dominados por ela.

Haja franqueza onde se vislumbra o cinismo.

Haja cinismo na lide dos cínicos.

Hajam clínicos, hajam mímicos, hajam enfim outros que não satíricos.

Hajamos nós, hajam eles, ajamos nós.

Corramos todos parados em círculo para o centro.

Fujamos do centro para a periferia do mesmo que nos absorve.

Olhemos a luz que nos cega na escuridão da certeza.

Prometamos o Céu e entreguemos a Terra.

Entreguemos a Terra a quem quer o Céu.

Subamos a deuses pois eles são-no na Terra.

Fujamos para lutar, lutemos para fugir.

Para onde poderemos ir?...

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publicado por Pedro Santos às 00:04
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1 comentário:
De ESR a 2 de Novembro de 2007 às 12:08
Poderemos ir... para a parte essencial da nossa existência: a vida. Vivê-la... é o lema; lutar... é premente; fugir... apenas do que é fútil, banal e desmotivador; entrega... amor, carinho e dedicação aos nossos; franqueza, força e segurança... nunca, mas nunca nós podemos perdê-las; fraqueza, bestas e a brutidão... ignorar ou agir para corrigir; o silêncio... o silêncio grita para meditar, reflectir e apreciar: Apreciar o quê no meio de tanta desordem? Perguntas tu. Apreciar o sorriso, os gestos, o amanhecer, o sol a brilhar, o sabor de um café quente, um beijo, um mimo, uma flor... apreciar as pequenas coisas que nos rodeiam e que, muitas vezes, nem as notámos porque o pensamento é teimoso e canaliza a atenção em algo mais controverso e problemático.
A fala... só para quem entende o espírito e a alma da pessoa que emite ideias através da linguagem falada.
Agora, quanto aos odores... não digo nada! Depende da sensibilidade olfactiva de cada um. Pessoalmente gosto de aromas frescos e suaves


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