Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Dejá Vu!

Uma figura proeminente da vida pública portuguesa cada vez mais se parece com o senhor do outro tempo, aquele contra quem se fez uma revolução, lembram-se?

Apreciem os fatos escuros, o olhar vazio, a incerteza cavada nos seus olhos, a irritação a cada vez que é contrariado, o recuo quando e só nada mais pode fazer, a teimosia de não aceitar que tem erros de casting na sua peça dramática, enfim, uma tragédia!

Mas o problema é que as pessoas parecem apreciar quem lhes tira tudo e dá nada em troca, quem as reduz à sua existência negativa com a falsa sensação de serem donas do seu destino, quem lhes apresenta alternativas que de tão más serem conduzirem aos desígnios desejados, quem seja um tirano para assim poderem expurgar as suas raivas e frustrações de forma visível e personalizada.

Sim, aquilo que se assiste é a uma sessão de masoquismo colectivo onde todos se sentem bem autoflagelando-se na certeza de assim poderem dizer que os seus males têm rosto, que o País irá mal por causa de sicrano , que nada têm não por sua causa mas por causa do "outro", e mais aquilo que quiserem incluir neste rol de comiseração!

Os senhores de Abril parecem acocorados, absortos, amorfos e sem acção, assistindo ao desmoronar de todos os ideais que um dia os motivaram, a liberdade individual e colectiva de um país e de um povo oprimido!

Pois, a liberdade é um preço a pagar, mas essa mesma liberdade devia poder limitar o espaço de acção de alguns, de não se poder fazer tábua rasa de princípios só porque sim e se tem maioria absoluta. Do Povo, pelo Povo e para o Povo nunca antes foi tão necessário. Maioria não deveria significar autismo! Maioria devia significar a gestão mais livre de princípios e ideias! Maioria devia significar liberdade do Povo que elege! Mas não é isso que acontece. Depois de eleitos, e numa lógica distorcida do voto, adulteram e utilizam a sue favor a lógica dos números. Medidas que afectem a vida dos Portugueses de forma profunda e prolongada, e que se sintam nos valores constitucionais deveriam sempre ser alvo de referendo, porque certas medidas não faziam parte e programas eleitorais. Ou acreditam que se tivessem dito que iam fechar SAP's , Urgências, Maternidades, Escolas, e que iam limitar o acesso ao Subsídio de Desemprego , dentre outros, teriam tido a vitória que tiveram?


publicado por Pedro Santos às 01:58
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1 comentário:
De ESR a 24 de Janeiro de 2008 às 13:20
Olá. É evidente que nunca teriam a maioria se o povo soubesse destas inconguências e medidas sem fundamento. Isto tudo para poupar uns trocos e meter mais nos seus bolsos. As pessoas andam cada vez mais desanimadas, com falta de espectativas e pouca esperança no futuro. Em geral, costumo ter uma atitude positiva perante as coisas e as situações mas agora cada vez mais me sinto desanimada, frustrada e desmotivada. Abraço


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