Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Os políticos e a não vinculação

Vi o Líder da Fenprof lado a lado com o Líder do Partido Social Democrata... vi mas não vi ainda nada!

 

Está-se a fazer uma tempestade quando de lá ainda só sopra pequenas brisas que nada indicam a não ser a direcção do vento. Mas como ele, também muito pode mudar, a menos que se force as pessoas à vinculação

 

Claro que fala que o processo de avaliação deve ser parado, revisto e modificado, mas o que se esquece para já de dizer é como fará a sua revisão, o que modificará e que bonanças trará!...

 

Quando se está cego com a autonomia, de que esta é a salvação da escola pública, naquilo que representa e naquilo a que se propõe, não acredito numa verdadeira mudança, antes um salto in volutivo que daqui a 20 anos será considerado inadequado!

 

Num qualquer país que não o nosso acredito em autonomia e mudança, mas por cá a mudança é sempre a aposta no mesmo, a cunha e o compadrio, o forçar a algo que princípios de igualdade não deveriam permitir, como sejam o direito ao tempo de qualidade com a família, o direito ao lazer e à diversão, o direito ao descanso individual e colectivo partilhado na calma da não responsabilidade pessoal em momentos de reflexão pessoal de carácter indivisível e não partilhado com centenas de alunos, pais, planos e fichas que nos acompanham nesses tempos pessoais.

 

A autonomia conduzirá àquilo que já se assiste em colégios privados, 35 horas com os meninos e a preparação das aulas e materiais no tempo pessoal e não pago.

 

Argumentarão que ser professor é uma missão... é verdade! É uma missão, mas como tal deveria ser remunerada e apetrechada! Quero eu dizer, com qualidade nas instalações, nos equipamentos, nas condições de calma e tranquilidade que não temos.

 

Como atingir isto se tantas e tantas escolas não têm aquecimento adequado, não têm quadros em condições, acessibilidades diminuídas, sem condições sanitárias à altura, sem sala de professores, sem internet nem computadores em número e qualidade exigíveis, e por último, sem pais com educação (não se confunda educação com grau académico!) e alunos medíocres que nada querem fazer, não por culpa deles, pois esforço, dedicação e motivação é algo que se incute, coisa que pais e governantes não querem fazer pois assim assumem o papel de heróis que está destinado, em hierarquia, e por esta ordem: os filhos vêem nos pais os seus heróis, e os pais vêem-nos nos governantes. Assim, como não são capazes de o ser verdadeiramente, assumem papéis difusos de protecção nas situações que o não deveriam fazer, sob a capa de que aos pais cabe, exclusivamente, a educação dos seus filhos, e que estão sempre certos (não vale a pena argumentar contra, pois até crianças em risco já o estado deixou perecer, mesmo estando estas sinalizadas, casos que são do do domínio público!).

 

Clamarão "Demagogia!", "Irresponsabilidade!", eu direi as palavras que nunca te direi, "Realidade!". A realidade dói , os pais não são competentes para avaliar o trabalho docente, e quando os políticos são prisioneiros dos votos, as suas acções serão sempre desfasadas da real necessidade do ensino (digo ensino e não educação!). No final, poderão sempre dizer que a culpa não é sua pois a decisão teve por base os pedidos dos pais... Não serve o estado para proteger o cidadão de si próprio, e para proteger os desprotegidos daqueles que cegamente pensam deter a solução dos males e que mais mal fazem?!...

 

 


publicado por Pedro Santos às 08:37
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