Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

Os fechos das maternidades, das urgências, centros de saúde e afins.

Estas minhas palavras servirão, na minha perspectiva, uma vez mais, para obrigar à reflexão individual sobre o estado do nosso país e das suas instituições. Trato hoje da problemática da saúde.
O nosso interior e os agregados populacionais fora dos grandes centros urbanos sempre foi carenciado de médicos em número suficiente. Pela escassez de profissionais, quiçá pelo reduzido número de vagas, quiçá pelas elevadas médias de acesso, a capacidade de exercer pressão por parte da classe médica, quer sobre os diversos governos quer sobre a propulação, é muito elevada. Com o advento do espaço livre comunitário, outros profissionais puderam começar a "imigrar" para o nosso país. A acreditar nas expressões dos doentes atendidos por estes "imigrantes", os médicos estrangeiros são mais atenciosos e simpáticos, em suma, mais perto do doente que sofre, pois a dor de cada um não pode nem deve ser quantificada, e só cada um sabe o quanto lhe dói.
Procurando colocar um novo prisma sobre esta problemática, e vendo que quase todos são contra os diversos encerramentos em curso, apresento o seguinte: Advir que os doentes só estarão a 30 Km do hospital, e como tal é compreensível o encerramento, compreendam que para uma pessoa doente, 30 Km podem ser 1000, pois só quem está enfermo é que sabe. Se todos soubessem analisar quando é que o seu caso é uma urgência, eramos todos médicos e não precisávamos sequer do hospital. Agora imaginemos que duplicamos, ou até triplicamos, o número de doentes numa urgência, as 2 a 3 horas de espera podem facilmente transformar-se em 6 horas, a somar ao tempo de deslocação.  E isto tudo... "doente"!!. mas também, se não estava doente no início, ficarei, por certo, doente no fim.
Olhando a isto que expus, parece-me, e perdoem-me se assim não é, uma tentativa da classe médica de estancar a "imigração", pois com a concentração dos serviços, o problema do interior desaparece e dos agregados populacionais pequenos desaparece, pois não há centros de saúde nem urg~encias onde a populção pode clamar que são precisos profissionais do sector.
Um outro momento de reflexão pode acontecer: Para se ser médico em Espanha não é preciso ter as médias que são precisas cá, no entanto possuem a mesma qualificação profissional e desempenham o mesmo papel. O estatuto vem muitas vezes associado à impossibilidade de muitos acederem a uma profissão. Com a democratização da medicina, a forma como olhamos para os médicos muda drasticamente.
Posso estar errado, mas se quiser pensar assim, muitos dirão: "pode muito bem ser!".
Tudo isto e só uma reflexão duma pessoa que poderá perder as suas urgências e maternidade, e os locais mais próximos estarem a 42 Km.

publicado por Pedro Santos às 13:21
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