Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

A inoportuna relevância das AEC

Há uma enorme incoerência relativa e absoluta em relação às Actividades de Enriquecimento Curricular e à sua importância.

Que são importantes é verdade que são, mas a sua importância relativa e absoluta devê-lo-ia ser em função das actividades curriculares do 1º Ciclo do Ensino Básico.

O que quero dizer é que as AEC, assim designadas, devem devolver uma hierarquidade pois complementam e não são complementadas pelas actividades do 1º Ciclo, logo a subordinação deveria ser uma regra.

Com isto afloro a subserviência das escolas e professores a estas entidades (colégios e autarquias) levando a que se pergunte e peça pelos horários de reuniões com eles, para depois definir as reuniões da componente curricular.

Mas não deveria ser-lhes indicada uma data e eles organizarem-se em função dela, e não o contrário?

Claro que os pseudo-pedagogos desta praça virão já advogar que eles prestam serviço em várias escolas, blá, blá, blá, e etc, mas sendo uma actividade lucrativa, têm de se desenvolver em múltiplas acções, e se não podem suportar o ónus, abram falência ou assumam menos actividades cada uma.

Aqui, mais uma vez, os professores queixam-se de tanta coisa mas aceitam a subserviência pessoal e impõem-na aos demais, retirando a dignidade que a escola pública merece, subordinando-a a interesses privados, mesmo que argumentem que é pelos alunos "públicos".

É mais uma que me faz rir, rir de tristeza, porque vejo os professores a serem "mandados" por professores que chegam aos lugares sabe-se lá como, e dando-lhes protagonismo onde deveriam ser actores, não digo secundários, mas também não principais.

A somar a isto, a relação "profissional" entre empregado e empregador nas entidades privadas nem sempre é "saudável" e respeitadora dos direitos fundamentais de cada um, o que por si só já de si me assusta, porque assim estamos a assumir igualmente esse tratamento.

E se eles marcassem para uma hora que lhes convém mas que fosse fora de horas e de forma inoportuna para nós? Que faríamos então? Ir porque senão seríamos aqueles que emperrávamos porque se perguntamos sujeitamo-nos às consequências da pergunta!


publicado por Pedro Santos às 17:02
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