Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Avaliação por parte dos Pais/Encarregados de Educação

Esta avaliação facultativa por parte dos Pais/Encarregados de Educação levou-me a defender fervorosamente uma vez mais que não deveria ser sequer cogitada. No entanto, outros colegas assim o entendem.

Eu, alinhando no princípio de que até consigo ver alguma bondade neste formato (embora não o pretenda ou sequer requeira), dei por mim a pensar em parâmetros sobre os quais os ditos se pudessem debruçar de forma que nunca em forma ou tempo algum opinassem sobre algo que tivesse a ver com actividade pedagógica.

O porquê desta minha reflexão recaiu em alguns pressupostos que me "assustaram" na facilidade com que alguns lançam a sua actividade aos lobos.

1º - Assiduidade - se já somos avaliados nesse item pelo Executivo, porquê e com que alcance se dá essa possibilidade?

2º - Pontualidade - Então, pelo mesmo principio anterior, como saberem se estamos atrasados ou fora de horas por motivos correctos? Ou sequer se 10 minutos num ou outro dia compensam sequer algumas horas (ou semanas) que se dão de pós-laboral à escola?

3º - Clareza na apresentação do trabalho - Então se se explica uma e outra vez, com a clareza que a nossa profissão permite, e alguém não entende, devemos permitir que esse alguém venha dizer que não explicámos convenientemente?

4º - Disponibilidade para atendimento aos pais - Então devemos estar sempre disponíveis para tal, e permitir que o entendimento individual de disponibilidade possa ser factor? Então se alguém achar que só pode vir à escola à noite, temos de estar lá? È que se não estivermos, já não estamos "disponíveis"...

5º - Relação com os alunos - Então se um aluno não gostar de nós porque não aceitamos as suas birras, mimadices, falta de educação, e vai para casa dizer que o professor é isto e aquilo, podemos estar à mercê dessa situação de sermos "mal avaliados" e chantageados?

Depois desta reflexão... e de um verdadeiro amargo de boca com uma colega... coloco aqui aquilo que tinha encontrado que não reflecte a actividade docente pedagógica, nem que de alguma forma já foram avaliados pelo Executivo:

1º - O professor atende os Pais/Encarregados de Educação durante o período estabelecido para o efeito? Sim   Não

2º - O professor disponibiliza as informações referentes o seu educando quando são pedidads? Sim Não

3º - O professor entrega os registos de avaliação de acordo com o Regulamento Interno? Sim Não

4º - O professor procura falar (reparem no "procura") de forma a ser percebido? Sim Não

5º - O professor está atento às situações individuais do seu educando? Sim Não

A partir desta base, os Pais/Encarregados de Educação participavam da avaliação, ajudavam a ter uma imagem do professor junto do Executivo em itens de díficil vislumbre, responsabilizava os pais para o conhecimento específico do Regulamento Interno em todas as vertentes.

O ME dá-nos a pá; nós, sem que nos seja dito "Cavem!", começamos a cavar porque a pá serve para cavar; depois do buraco feito, já de lá não se pode sair porque fomos nós mesmo que o cavámos, então como podemos criticar o que criámos?

Assim vai o Portugal Eduquês chegado ao burgo professoral!

 


publicado por Pedro Santos às 17:33
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