Domingo, 28 de Janeiro de 2007

As crianças índigo e as políticas educativas

Tenho pesquisado sobre o assunto das Crianças Índigo, e as suas características místicas deixaram-me a pensar e a ponderar sobre algumas situações que são transversais à política educativa do nosso país.
 
Muito já se vem dizendo no que diz respeito às Atitudes das crianças, e da sua face visivel, o Comportamento em relação aos outros, e de como devemos agir para as conseguirmos orientar de forma positiva em direcção ao conhecimento.
 
Tem-se observado nos últimos anos um decréscimo da posição do professor e da escola, e em proporcionalidade inversa, um crescimento acentuado da posição do aluno como agente único do ensino, disciplinador e criador das regras escolares. Isto é, se não aceita a culpa é do outro, se não tem disciplina a culpa é do outro, se não aprende a culpa é do outro, se bate nos outros a culpa é do outro, em suma, a culpa é sempre alheia a si próprio, ela é pertença do sistema que nós lhe proporcionámos criar.
 
Daquilo que li sobre as Crianças Índigo, elas têm o seu ritmo de aprendizagem do conhecimento e do mundo, não aceitam a autoridade, quando não querem aprender deve-lhes ser dada outra actividade mesmo sem fins "educativos" só para a distrair, devemos perguntar à criança sobre decisões do professor e da escola que incidam sobre a sua pessoa, devemos desculpar o facto de andarem em pé, fazerem barulho e distrair os colegas porque são os métodos de ensino que não estão direccionados para as suas necessidades, etc, etc.
 
Os especialistas diagnosticam que são crianças com défice de atenção e hiperactividade, os místicos chamam-lhes Crianças das Estrelas. Em virtude de tal, parece que tem havido uma aura mística a nortear algumas decisões de há alguns anos a esta parte (o movimento cresceu mais nos anos 80 nos Estados Unidos) que procuram condicionar o ensino à imagem destas crianças.
 
Será que aquilo que neste momento apontei é uma verdade absoluta, e como tal, temos dirigentes políticos a nortear as suas decisões em questões metafísicas e pouco palpáveis (procurem alguns paralelismos históricos e percebam os meus medos), ou realmente temos crianças místicas e o mundo é que está errado?...
 
Seja qual for a resposta, ou o sistema está errado pois não consegue ainda dar resposta a estas crianças, dado que os professores não são formados em metafísica espiritual e futurologia, nem os mesmos são preparados para elas, ou estamos a entender as crianças de forma menos correcta e estamos a criar um sistema que também as não vai valorizar no futuro.
 
Se este entendimento das crianças é hoje tão universal (pelo menos, tudo aponta para que a escola e o sistema de ensino estejam a ser moldados nestas premissas) deve-se assumir que é por aí que se quer caminhar, mas como o estado é laico, e metafísica espiritual tem de ser assumida como fé, e ao não se poder abrir o jogo, muda-se o que é preciso mudar por baixo da mesa sob a forma de respeito pela individualidade de cada um.
 
Não pretendem ser estas linhas uma forma de modificar mentalidades, antes um despertar para formas diferentes de ver as mesmas medidas.
 
Bem Haja.

publicado por Pedro Santos às 12:24
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