Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Reflexão

A sociedade actual desvirtua os pensamentos e torna fracos os fortes líderes. Andam os enfermos, os injustiçados e os analfabetos a lutar para o não ser, tornando-se somente injustos analfabetos enfermados da sensação de saber e de conhecer. Queremos que todos respeitem directrizes e decisões, quando no fundo se ensina que tudo deve ser partilhado e democratizado desde tenra idade. Todos sabem muito de acordo com aquilo que sabem, isto é, muito de nada é imenso, mas não deixa de ser nada. Se se valorizar o nada, iludimos quem nada sabe, mas isso não faz com que saiba mais e que domine e possua as ferramentas essenciais para vencer: preserverança, esforço, trabalho e carácter perante a adversidade. Hoje criou-se a ideia de que todos podem "mandar", que as suas ideias são as mais correctas e que os outros têm de as seguir. Mas quando começamos a questionar gratuitamente a justiça, a saúde e a educação, mesmo que em algumas situações correctamente, perde-se o respeito pelas instituições e o que elas representam. E se ainda houver cobertura porque isso pode trazer dividendos para objectivos traçados, tanto melhor. A cada um a sua responsabilidade, devidamente supervisionada claro, mas essa supervisão não pode cair na rua, ou andamos para trás em vez de andar para a frente. Uma supervisão eficaz de pessoas e serviços não se faz na praça pública, antes faz-se responsabilizando as cúpulas, e seguindo todo o percurso hierárquico até à base, já que a base é o reflexo de quem as orienta, respeitando um silêncio mudo para o exterior, preservando o equilíbrio das instituições sem que com isso se pretenda amealhar frutos "públicos". Mas este caminho levará a respostas que não agradarão nem trarão recompensas, pois muitos vícios do sistema foram criados por ele mesmo. Uma função pública inflexivel não se auto-criou, foi criada e deixada crescer pelos mesmos que hoje a acusam de ser inflexivel. Então mata-se o bicho a frio pois hoje já não serve. Será que não serve, ou não interessa que sirva? Pelo que me parece, somos o país do 8 ou do 80, nada no meio serve, e com isso saltamos de visão em visão... Mas isso será outro post!
tags:

publicado por Pedro Santos às 16:01
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De JC a 10 de Junho de 2007 às 22:14
A mudança é desejável. A boa intenção inicial de promover o mérito parece ter sido esquecida. A aplicação dos novos estatutos e regras de concursos... provas de aferição ... não indiciam nada de bom para os alunos. Leia-se o artigo 2+2=5 no expresso de 9 junho e em especial a resposta do ministério. Respeitemos as instituições, concordo, mas perante os factos que fazer?

Um professor


Opinar

.Mais sobre mim


. Ver perfil

. Adicionar como amigo

. 1 seguidor

.Visitas bemvindas

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.O que escrevo

. O ataque ao direito ao tr...

. E o decreto-lei 132/2012,...

. Mutualização da dívida do...

. Um pensamento sobre o sub...

. A crise e a poupança

. Uma análise à crise portu...

. Se eu fosse Primeiro Mini...

. O Minsitério da Educação,...

. O Excessso de Zelo

. O 5º Congresso Educação

.Portas para outras dimensões

.Quem me liga

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

.Procure(a)

 

.Portas para outras dimensões

SAPO Blogs

.subscrever feeds