Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Para onde nos conduzem?

Tenho andado a intuir sobre o que realmente procuram atingir certas políticas desenvolvidas e em desenvolvimento.

A necessidade cria o engenho, e parece-me que se pretende estimular esse engenho... mas à força!

Eu sou pai, e como tal, se for confrontado com uma situação em que pago mais em relação a outra em que pago menos, poderei associar-me com todos quantos estejam como eu e criar as condições para que veja os meus objectivos concretizados. Para já é muito abstratcto este pensamento, mas passarei a concretizar de seguida.

Uma qualquer aldeia ou pequena vila que tenha poucos alunos (extrapolem para os serviços de saúde, se quiserem) vê-se na iminência ou real fecho da sua escola do 1º ciclo do ensino básico. No Inverno, com más condições climatéricas e dias mais curtos, ponderadas todas as variáveis, verifica-se que será um transtorno na vida familiar o transporte dos filhos para a escola eleita pela tutela que se encontrará em centros de maior densidade populacional, mesmo que estes trabalhem lá. Perante este cenário, os pais poderão decidir que, contratando um professor e acordando com a junta de freguesia, utilizar o edifício agora vazio da escola que encerrou. Dividido por todos, a despesa inerente será igual ou menor à despesa referida nas deslocações para a escola "sede".

Mas como o professor contratado estará abrangido por um contrato, acredito que oferecerão a remuneração que mais lhes convir, isto é, o mais baixo valor possível (Há professores a ganhar 500€ e ainda fazem a alimentação dos meninos! Há ofertas de trabalhos de 40 Horas/semana pelo ordenado mínimo!). Este cenário poderá parecer "irreal", mas com a previsível passagem da gestão para as autarquias, o cenário parece-me que não é assim tão "irreal", pois são estas mesmas instituições que já hoje pagam entre 4 e 10€ à hora a recibo verde, onde as contribuições são feitas pelos próprios (é só estabelecer o paralelismo com as "senhoras" da limpeza que já em muitos casos ganham mais do que isso!).

Então, meus senhores, os Lordes do Sistema, agitam os seus sabres de luz e um punhado de guerreiros valentes trava uma luta que se avizinha dura e difícil pois o lado negro da força atrai cada vez mais guerreiros para o seu lado.


publicado por Pedro Santos às 12:41
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1 comentário:
De Elisabete (ESR) a 20 de Setembro de 2007 às 14:20
Falta saber se nesta luta entre Lordes e Guerreiros não terá mais força aqueles que se apresentam em menor número. Nós, os guerreiros que tentam lutar por uma situação mais digna, continuaremos a ser espezinhados e mal tratados pelas armas políticas que esses Lordes apresentam, para sua conveniência. Podemos e devemos mostrar a nossa insatisfação e lutar com tantas armas quantas nos seja possível utilizar, mas a força mais poderosa nós sabemos qual é... mas mesmo perante esta não nos podemos rebaixar...


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