Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Eu tenho uma Imaginação!

Eu vejo o mundo muito a preto e branco, ou é ou não é, não há meio-termo! Para mim é assim que se encontram caminhos e se apuram responsabilidades directas para actos e omissões.

 

 

Usando uma expressão de Martin Luther King, com a devida modificação, digo que “Eu tenho uma Imaginação!”.

 

Imagino Portugal dividido entre esquerda e direita, mas só em dois blocos e não em múltiplos partidos. Já se viu que este sistema é fraco e promove mais indefinição que resolução, e quando a cria, não é representativa de todos os quadrantes da sociedade.

 

Imagino a esquerda a congregar num só bloco o Partido Socialista, o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda. Desta forma, os candidatos e políticas de esquerda seriam o somatório das ideias de esquerda temperadas por mais ou menos radicalismo de posições, o que traria ao debate uma discussão de ideias efectivamente pluralista.

 

Imagino a direita junta noutro bloco, Partido Social Democrata e Partido Popular, pelo mesmo que imaginei para a esquerda.

 

Desta forma, e como a base de apoio dentro de uma própria comissão é constituída por vozes dissonantes, era impossível calar todos ao mesmo tempo e durante todo o tempo, alertando a sociedade civil para as contradições de determinadas políticas.

 

Dirão que isso acontece com a disposição actual, mas não é verdade, porque a oposição não se faz na Assembleia da República, o que aí chega já está decidido. E quando se ouve, é diminuído pela força que cada força tem lá dentro.

 

Imagino, e continuarei a imaginar, porque aquilo que temos já se revelou frágil e não representativo do povo que os elegeu. Quando foi que viram alguém eleito por uma comarca defender essa comarca e os seus cidadãos de forma livre e pura? Quando foi que alguém se levantou contra uma política que de forma efectiva prejudicasse os seus constituintes? Nunca, porque embora se seja eleito em representação de pessoas, as políticas são muitas vezes impessoais e direccionadas "para o bem maior". Qual será o "bem maior" e a quem beneficia? Eu tenho uma ideia bem definida, e vocês...


publicado por Pedro Santos às 10:24
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1 comentário:
De ESR Amarante a 23 de Setembro de 2007 às 08:23
Quem beneficia são eles mesmos. O que querem é lá chegar, depois de lá estar é o " venha a mim o meu reino". Apesar de ouvir e tentar estar atenta, não gosto de discutir politica. Esta é apenas uma resposta do mais simples que possa haver.


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