Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Portugal e o seu reflexo: os guetos educativos.

A Educação e o Ensino são a base do desenvolvimento cultural, social e económico de qualquer país, mas em Portugal assiste-se a um esvaziamento da parte cultural e social das famílias e escolas, concentrando centenas de alunos, de faixas etárias diferentes, e com filosofias de vida tão díspares entre si.

Concretizo. Sou a favor da partilha de informação intercultural, mas é na diferença que se constrói uma verdadeira cultura. É na junção de maneiras diferentes de ver o mundo e o espaço que nos rodeia que enriquecemos e completamos a nossa própria pequena parcela de cultura. Se desde cedo juntamos todos (desde as mais tenras idades) sem deixarmos que estes criem laços entre si pelo espaço cultural que os molda e rodeia, descaracterizam-se os mesmos, passando a ser mais uns a pensar da mesma maneira, roboticamente.

Colocar os alunos em centros educativos, quiçá abarcando desde o pré-escolar (3 anos) até ao Secundário (18/20 anos), fará mais mal que bem. Economicamente não, mas socialmente sim! Quem está nas escolas vê como os comportamentos aceitáveis em adolescentes o não são em crianças com 6/7 anos, pois a sua maturidade ainda não lhes permite compreender a completa profundidade de certos comportamentos, interiorizando-os sem os compreender. Desta forma, a personalidade e o carácter da criança molda-se em premissas erradas para a idade que está a viver.

Não falo também de proteger as crianças do mundo que as rodeia, que cada vez é mais violento e duro, no verdadeiro sentido da palavra. Permitir que a criança contacte com as necessidades e dificuldades da sua área geográfica específica, que englobará, por certo, problemas étnicos, sociais e económicos é um coisa, outra é deslocar crianças para junto desses problemas. Em vez de se melhorar uns, ir-se-á piorar todos. "Junta-te aos bons serás como eles, junta-te aos maus e serás pior que eles" lá diz o ditado. Não é isto uma capitulação, um render e baixar dos braços, mas antes uma chamada de atenção para que se deveria primeiro resolver os problemas onde eles existem e só depois avançar com esta políticas, para que certos "vírus" não se espalhem por aqueles que o ainda não têm. Mas continuo a dizer que nunca se deveria juntar todos naquilo que eu chamo de guetos educativos, que não promovem a diversidade cultural mas a unicidade unidireccional de uma cultura desajustada.


publicado por Pedro Santos às 10:22
link do post | comentar | favorito
|

.Mais sobre mim


. Ver perfil

. Adicionar como amigo

. 1 seguidor

.Visitas bemvindas

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.O que escrevo

. O ataque ao direito ao tr...

. E o decreto-lei 132/2012,...

. Mutualização da dívida do...

. Um pensamento sobre o sub...

. A crise e a poupança

. Uma análise à crise portu...

. Se eu fosse Primeiro Mini...

. O Minsitério da Educação,...

. O Excessso de Zelo

. O 5º Congresso Educação

.Portas para outras dimensões

.Quem me liga

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

.Procure(a)

 

.Portas para outras dimensões

SAPO Blogs

.subscrever feeds