Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

O passado e o que ele pode significar: Passado!...

Gosto de me sentir um livre pensador, sem amarras ou grilhões que não os limites da minha imaginação. Por isso, mais do que observar o que alguém fez no passado, observo o seu comportamento no presente.

Poderão sempre dizer que o passado se reflecte naquilo que alguém é hoje, e não deixa de ser verdade, mas se olharmos demasiado para o passado podemos criar preconceitos em relação a algo que de outra forma não estaria lá.

Digo isto com a convicção de que se pode errar, pensar distorcido ou até fora de rumo, mas o verdadeiro erro não é errar, é manter o erro. Se alguém errou mas emendou e arrepiou caminho, então passado deverá ser passado. Quantos não terão errado e estão "limpos" por desconhecimento desses erros, mas errados no presente, e quantos estarão certos no presente mas "sujos" por erros passados, penalizados na assumpção de um erro constante e sistemático?

Por isso gosto de analisar a obra de cada um à luz daquilo que faz e representa hoje, e não alguns condicionalismos intelectuais que possamos construir em torno de uma ideia ultrapassada.

Só deve ser analisado o passado em função de erros presentes, de malfeitorias reais e abusivas. Quando alguém prega a moralidade, tendo-se sido imoral é imoral se o não for publicitado, isto é, pode-se falar contra irregularidades em determinados âmbitos mesmo que se tenha cometido essas irregularidades, consciente ou inconscientemente, desde que a pessoa o não esconda dos olhares, assumindo a sua quota parte de responsabilidade. Com a idade, normalmente, cresce a maturidade e a capacidade de aprender com os erros. São esses erros cometidos que irão ajudar outros a não cometer os mesmos, mas para isso é preciso que todos o saibam. Eu não posso ser contra um indivíduo que comete fraude nas suas habilitações se eu mesmo o tiver feito, consciente ou inconscientemente. Agora se eu divulgasse ao escrutínio que o tinha feito, que tinha sido um erro e que hoje compreendia que o era, e por isso criticava, então o livre arbítrio de cada um decidiria se achavam que deveria ser penalizado ou não.

É o mal da nossa sociedade, em especial a portuguesa. Pode-se ser puro de coração mas se se cometeu um erro é-se penalizado a vida toda, mas se alguém comete erros mas continua tudo debaixo do tapete, então é-se o mais perfeito ser do mundo. Nem quem comete erros é impuro, nem quem os "não comete" será puro. Cada um deve ser julgado pelas acções presentes, quer sejam actos ou omissões (não incluam determinadas categorias naquilo que acabo de escrever, pois acredito que todos os que lerem conseguem distinguir os "erros" de que falo...).


publicado por Pedro Santos às 10:36
link do post | comentar | favorito
|

.Mais sobre mim


. Ver perfil

. Adicionar como amigo

. 1 seguidor

.Visitas bemvindas

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.O que escrevo

. O ataque ao direito ao tr...

. E o decreto-lei 132/2012,...

. Mutualização da dívida do...

. Um pensamento sobre o sub...

. A crise e a poupança

. Uma análise à crise portu...

. Se eu fosse Primeiro Mini...

. O Minsitério da Educação,...

. O Excessso de Zelo

. O 5º Congresso Educação

.Portas para outras dimensões

.Quem me liga

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

.Procure(a)

 

.Portas para outras dimensões

SAPO Blogs

.subscrever feeds